Física e Metafísica

Física - Aristóteles conceitua a física como a ciência particular, que se ocupa do movimento e das mudanças das coisas em si mesmas e na própria natureza (physis). Concebida ainda, como o lugar da experiência sensível.


Metafísica - A metafísica designada como “ciência primeira”, a ciência do suprassensível, do conhecimento puramente inteligível, e que está além dos entes físicos. Uma das substancias primeira que estabelece o ser enquanto ser.


A Física
A Busca Por Princípios – Uno e Múltiplos
Aristóteles crítica os antigos pensadores, chamando alguns de teólogos, pois tratavam a natureza sob a forma de mitos, e outros de fisiólogos por mostrarem suas ideias, sobre a natureza de forma demonstrativa, ficando claro que cada um dos antigos pensadores apresentavam o seu entendimento particular sobre a physis. Contudo, para Aristóteles, não havia coerência em suas proposições, pois diziam uma coisa, e, sobre a mesma coisa, diziam o contrário, para uns tudo era uno, e para outros múltiplos e, no entendimento do filósofo, isso não era possível, pois algo não pode ser uno e múltiplo, simultaneamente.

Matéria e Forma  A lei das quatro causas.
Para Aristóteles, os antigos pensadores falaram apenas da matéria, mas a substancia não é composta apenas de matéria, mas também de forma, para o filósofo, eles perceberam apenas uma das causas do ente natural. Ao não analisarem, que a forma garante a matéria, o ser essencial, por oferecer sua definição, procuraram explicar a existência física do mundo, só consideraram a causa material na sua formação. Contudo, Aristóteles vem apontar outras três: a eficiente, a formal, e a final.  Que em sua definição estão envolvidas no processo do movimento.
v Causa material daquilo que a coisa é feita. Ex: a peça de bronze a ser esculpida.
v Causa Formal é a idéia da estátua, que será realizada em sua forma, quando esta ficar pronta.
v Causa eficiente é aquela que pela qual alguma mudança é efetuada. Ex: a atividade de um escultor é causa eficiente da produção da estátua de bronze.
 Causa final consiste na finalidade da ação, na intenção do escultor de produzir uma estátua.




Metafísica
    Andrônico de Rodes, arquivista, ao catalogar os escritos de Aristóteles, criou o no nome metafísica, com o significado do “que está depois da física”, pelo fato de o grupo de 14 livros ter sido colocado depois dos livros da “física”. Pela natureza do tema, desses escritos, acaba ganhando o significado de para além dos entes físicos. A metafísica passa a designar um conhecimento que está além do mundo físico, torna-se então, a ciência do suprassensível.

O primeiro livro da metafísica
    A primeira afirmação aponta para o desejo de conhecer, como fundamento da natureza humana, daí, o homem sempre querer saber sobre os fenômenos da natureza e suas explicações, as grandes tempestades e as variações climáticas. Diante de tanta grandiosidade o homem procurou compreendê-la.
   No entendimento de Aristóteles, os primeiros filósofos consideraram os princípios da natureza material, como sendo os únicos princípios de tudo que existe.  Com isso, eles ficaram restritos a causa material o que não se mostrou suficiente, pois a matéria não pode ser “sujeito” de suas próprias mudanças. Para Aristóteles, essa coisa buscada, é a causa de movimento ou causa eficiente. No que se refere à investigação das causas, existe um movimento sempre crescente do sensível ao suprassensível. Dessa forma, a metafísica é a ciência do suprassensível do conhecimento inteligível.

De Anima
“Para os seres vivos, o princípio de movimento é a alma”.

  Aristóteles no livro “De Anima” mostra que: “a alma é princípio de movimento, mas que não pode ser algo em movimento”. Com isso, contesta os antigos que diziam “que só algo que se move pode fazer algo se mover e definem a alma como algo em movimento”. Em sua concepção, é a alma que imana a força vital, e anima o ser vivo. Que é o princípio orgânico de um corpo vivo.

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