No Livro IV Aristóteles
exige de todo homem que se ele quer ser homem, precisa ter a intenção de “querer
dizer alguma coisa”. Para alguns autores, Aristóteles quebra a consistência
pré-socrática entre dizer e ser e, por sua vez, faz da palavra, um objeto
habitual que sempre significa alguma coisa. Aristóteles, considera a palavra como
um símbolo e não uma coisa, ele elabora então uma teoria da significação ao
propor uma distância entre signo e significado. A teoria de Aristóteles é a
experiência da distância, distância entre linguagem e pensamento, linguagem e
ser. Para ele, as coisas têm essência e a linguagem tem sentido. Ele deduz que
atrás da linguagem tem uma intenção humana que se dirige às coisas

Princípio da não-contradição (primeiro princípio da “ciência do ser enquanto ser”)
O mesmo atributo
não pode, ao mesmo tempo, pertencer e não pertencer ao mesmo sujeito com
relação à mesma coisa[ 1005 b 19-21].
Toda a
fundamentação metafísica é fundamentada por um princípio lógico. Aristóteles,
afirma que esse princípio escapa à toda demonstração e, sendo assim, a prova
desse princípio deve ser buscada por meio da refutação, já que não é possível à
sabedoria demonstrar diretamente a verdade e o valor de um princípio primeiro.
Quem busca
demonstrar algo precisa dizer algo que tenha significado, que faça algum
sentido. Com efeito, ao se dizer algo, um significado determinado é incorporado
ao que se diz. Uma proposição sempre deve ter um sentido único e é essa a
decisão do sentido. Aristóteles, propõe que, o homem que não fala está fora da
humanidade. Para ser humano é preciso que se tome iniciativa pela linguagem,
caso não o faça deve ser banido da humanidade (plantas que falam). A refutação
é impossível de ser aplicada a esse discurso.
Aristóteles se
reporta àqueles que “ falam apenas pelo prazer de falar”, são os que produzem
algum discurso, mas não significa que cheguem a sustentar uma tese, a esses,
aplica-se a refutação apenas sonora. Nessa mesma categoria encontram-se os
sofistas, que “falam apenas pelo prazer de falar “ procurando aparentar alguma
sabedoria, aos quais deve-se aplicar uma refutação pragmática, que não se funda
no nível da contradição lógica, do conteúdo da tese propriamente dita.
Aristóteles
apresenta ainda os adversários que negam o princípio por falarem sob uma aporia
e podem ser persuadidos através da refutação lógica. São aqueles que não são
familiarizados com o poder significativo das palavras, sendo vítimas de falsos
raciocínios. A refutação pedagógica os trariam à razão aristotélica.
Música, baseada em um poema de Cecilia Meireles, onde é retratado o princípio de não-contradição
Nenhum comentário:
Postar um comentário